Fichamento Animação Cultural Vilém Flusser

 O texto ironiza e provoca em tom filosófico em que os objetos ganham voz e organizam uma revolução contra os humanos. A ideia é justamente inverter a lógica de que os homens que dão sentido aos objetos, mas sim os objetos que passam a animar a humanidade.

O autor do texto construiu um cenário todo imaginário dessa reunião de objetos que é comandada pela mesa redonda, na qual utilizou a metáfora para dizer sobre a criação da 'Declaração dos Direitos dos Objetos'. Ele faz uma crítica em relação ao domínio dos humanos em relação aos objetos, nas quais os humanos sempre os trataram como simples ferramentas, mas eles são muito mais do que isso.

O autor menciona uma alusão bíblica sobre o mito do homem ter sido feito a partir do barro, mostrando a superioridade dos objetos em relação aos humanos, a partir de que o homem já nasce como um objeto. O  início da emancipação dos objetos se dá pela autonomia dos aparelhos, nos quais máquinas e tecnologia, que inicialmente se escapam dos humanos.

O texto também traz abordagens como o pensamento de que enquanto a cultura for vista como um "conjunto de bens" e não como um conjunto lúdico, estes serão sob ameaça humana e é exatamente isso que eles querem inverter: agora os objetos animarão os humanos. A animação cultural é dita como o “Superemo Direito dos Objetos”, nos quais cabe aos objetos animar, programar e conduzir a vida humana. O propósito da revolução é considerar que a vida humana só existe em prol da função dos objetos.


Ponto de vista:

O autor faz o uso da ironia e escreve como se realmente fosse um discurso político, uma reunião dos próprios objetos abertos como se fossem seres conscientes e eu consegui isso muito interessante e diferente. Utilize as metáforas como na "Declaração dos Direitos dos Objetos" e realmente crie-se um certo pensamento sobre até que ponto a tecnologia nos controle e se realmente somos donos dela. Isso faz sentido atualmente pois temos a televisão, o celular e os aparelhos em si e somos dependentes deles, a ideia de cultura fica para mim entender como os objetos deixam de ser subordinados ao homem e passam a ser "entidades" anônimas que controlam a nossa existência. Esse texto traz um ponto de vista super reflexivo sobre como nós, como humanidade, somos totalmente dependentes dos objetos.

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