fichamento - teoria do não-objeto
Esse texto foi escrito dentro do movimento neoconcreto , que surgiu no Brasil no fim dos anos 1950 como uma ocorrência ao Concretismo . O não-objeto surge da experiência de obras de artistas como Lygia Clark, Hélio Oiticica, Franz Weissmann.
O objetivo do texto é apresentar essa nova ideia, esse conceito do que é um não-objeto. Traz também as diferenças do não-objeto para um objeto de arte tradicional (como pinturas,esculturas e etc) e também do objeto industrial ou geométrico. O Gullar queria dar um nome a algo que não cabia mais nem na ideia de pintura, nem de escultura, e muito menos na noção de objeto industrial. Surge aí o termo “não-objeto” , que é uma tentativa de explicar essas obras que não são apenas para olhar de longe, mas que pedem experiência direta, presença e envolvimento
O não objeto é uma obra que não é um objeto de contemplação ou representação de algo, mas sim é uma presença que instaura uma experiência. O objeto não é fornecido para que as pessoas sejam participativas e imersivas quanto a ele, não é pintura, nem escultura, nem objeto útil. É uma forma que existe por si mesma , que a gente percebe diretamente, sem precisar buscar significado fora dela.
O neoconcretismo possui uma diferenciação ao concretismo: O concretismo era muito racional, preso às fórmulas matemáticas e geométricas. O neoconcreto quer recuperar a subjetividade e a sensibilidade , abrir espaço para o corpo e para a participação. O não-objeto instaura uma relação entre o sujeito e a obra: o espectador não só olha, mas interage e experimenta .
Temos exemplos de não-objetos como:
Lygia Clark e seus Bichos , que se movimentam e pedem manipulação.
Hélio Oiticica com os Parangolés , que só existem de verdade quando alguém veste e dança com eles.
Franz Weissmann explorando o espaço real com suas esculturas.
Conclusão:
O não-objeto é “a forma plena, realizada, que não remete a nada exterior a si”. Marca o nascimento de uma arte que rompe com a tradição representacional e com o racionalismo puro. Valoriza a experiência sensorial e existencial do espectador, aproximando arte e vida.
O que mais me chama a atenção nessa arte é que ela promove a participação das pessoas com a obra. Ela rompe essa ideia de que a obra só é contemplada e promove uma visão de que a obra pode ser muito mais do que isso. Não é arte para ser vista de longe, mas sim como algo que acontece entre a obra e a pessoa. Tira-se a arte do pedestal e a traz pra perto,colocando-se no corpo, no cotidiano. É uma inovação.

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